2005-08-30

Dostoiewski (I)

Acabei de ler 'Crime e Castigo' de Dostoiewski. Por vezes fixo-me num autor e por ora ando agarrado ao grande mestre russo.

Desde sempre dedicado às letras, o meu grande pecado é o de não conhecer todas as línguas do mundo. Passo a explicar:

Tradutor em potência, cedo reneguei aqueles que fazem dessa arte a sua profissão, pois com o evoluir dos meus conhecimentos em determinadas línguas, sobranceiramente decidi ler obras literárias apenas no original. Rapidamente essa decisão condicionou a minha leitura a textos em português, inglês e pouco mais.

Enfim, fui castigado, e o meu castigo foi o de só agora ter tomado contacto com a obra do grande mestre russo. Ainda me esforcei um pouco, tive uma passagem falhada por aulas de russo, desisti, cirílico não é comigo e muito menos à mistura com declinações.

É por isso que quero deixar aqui os meus agradecimentos a Nina Guerra e Filipe Guerra, notáveis tradutores do russo, os quais com o seu saber e arte, aliados ao génio de Dostoiewski, me têm proporcionado ao longo deste ano alguns dos grandes prazeres literários com que a vida me tem prendado.

Sinceramente, obrigado.

3 Comments:

Blogger maria_arvore said...

Original este agradecimento aos tradutores cujo trabalho é na maior parte das vezes esquecido.

Fico à espera das tuas impressões do 'Crime e castigo'.

10:15 da tarde  
Blogger guardador_de_rebanhos said...

A tradução é sempre uma reescrita. A arte está, penso eu, em duas línguas de raízes e expectativas culturais tão diferentes como o são o português e o russo, conseguir conciliar estas no produto final.

10:39 da manhã  
Blogger maria_arvore said...

Claro que é esse o desafio: sem trair a escrita do autor conseguir passar as emoções/cultura dele para o mais aproximado na cultura que traduz. Ser tradutor é ser artista na aproximação de culturas.

2:05 da tarde  

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