2005-07-14

The Hitchhicker's Guide to the Galaxy

Ando a ler o The Hitchhicker's Guide to the Galaxy de Douglas Adams. O livro vai fazer 30 anos, tornou o autor conhecido.

Vem aí o filme (http://hitchhikers.movies.go.com/. O actor principal é o Martin Freeman, aka Tim, o gajo esperto do The Office, o que por si só é uma boa razão para ir ver a fita. Aliás, não sei se já repararam mas é difícil encontrar um mau actor inglês.

Douglas Adams (http://www.douglasadams.com/), autor anglófono, tal como o Tom Sharpe ou o Nick Hornby não tem pretensões a ascender ao canon, só quer que um gajo se divirta ao ser confrontado com a ironia do ser enquanto humano. Por mim tudo bem, dá-me prazer este humor que vem de dentro.

Há muitos anos li um outro livro dele So long, and thanks for all the fish. Vim agora a saber que faz parte da saga do Hitchhicker's, são quatro livros, este é o último, na altura gostei. Não havia era Fnac nem net, neste pais da treta era difícil arranjar livros estrangeiros, tive que gamar o volume a um turista, que compreensivelmente não trazia consigo os outros três.

O plot tinha a ver com golfinhos, daí o título, lembraram-se de partir um dia, eram aliens. E algures no livro parece que está a resposta para todas as nossas dúvidas e anseios, vinda directamente da entidade suprema.

Na altura era jovem, não liguei, e por isso não me lembro. Acho que vou reler...

O sono de Odin

Li isto num livro, faz anos, não me lembro do título nem do autor (mea culpa):

Algures num futuro talvez longínquo, decorre uma tremenda luta pelo poder na Valhala.
Acautelem-se cristãos, hindus e muçulmanos, os únicos deuses existentes são os viris e sanguinolentos deuses nórdicos.
Odin está velho, exilou-se na Terra, quiçá em Miami, numa casa de repouso, onde contrafeito recebe Thor e os outros em curtas audiências.
É um velho simpático quando usa fralda, mas não se iluda o leitor, continua omnipotente e omnipresente. Só já não se dá ao trabalho. Aliás, a única coisa que quer, e dela depende a sua felicidade diária, é todos os dias uma muda de lençóis, acabadinhos de passar a ferro, com goma e tudo.
Dá que pensar, não?

2005-07-05

O Cometa

Imaginem se assim fosse:

Deus a vagar no etéreo negro, partícula atrás de partícula, vento solar que enfuna as velas do destino lá longe, a milhares de milhões de qualquer unidade de medida daqui, e dos outros lados também.
Deus numa viagem infinita, a percorrer o Seu Universo de ponta a ponta, só porque sim, porque é o Seu.
Deus forte, obtuso, rígido na Sua vontade, predestinado, que não move um milímetro da Sua decisão, da rota que para Si traçou.
Deus misericordioso também, lágrimas pelos Seus povos vertidas, por nós, lágrimas e mais lágrimas e mais lágrimas, um mar de lágrimas solidificadas por Sua vontade, depositadas para sobre nós verterem, nos consolarem, nos perdoarem.

E nós, o Seu povo, enviámos-lhe uma bomba do tamanho duma máquina de lavar roupa...