2005-06-24

Meu amor

Escrevo com a amargura que me vai na alma que me roi os nervos que me corta cerce as articulações que não resistem à dor intensa que provoca a serrilha que a tua mão tão habilmente maneja que investida atrás de corte rompe a minha carne donde jorra em jacto negro o pus escarlate das minhas veias.

Ranjo os dentes que chiam que libertam chispas sem cor enquanto a dor perfura os meus neurónios e os meus lábios se retorcem num esgar de dor, perfidia intensa, ilógica, dor, dor, dor, não suporto as lágrimas que descem pelos sulcos da minha face e queimam quando o seu sal amargo banha as feridas por ti provocadas, meu amor.

3 Comments:

Blogger maria_arvore said...

A «serrilha da sua mão» ao percorrer-te todo, provoca-te dor?... Amá-la é retalhar-te na carne? Ou o amor são feridas que nos abrem e nos doiem e apenas nós vemos?

10:03 da manhã  
Blogger guardador_de_rebanhos said...

O que é o amor? Porque surge e nos abrasa as veias como heroína? Porque se vai e nos desfalece como um vómito? Alguem sabe?

4:41 da tarde  
Blogger maria_arvore said...

Será porque nos deixamos dissolver nele, como na morte?

11:51 da manhã  

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