2005-01-17

"MIDIA" CLASSE

"Pondé kugajandará. Secalha foi outa vez pós copos kujorge. Desgrassalha vidinha, põesse os dois nos copos e eu páki a dar ao dedo a lavarlhas truces. Tou fartinha desta treta! E comó gajo chagou ontem! Nãssão exemplos pá criança. Sim kumiúdo tamem anda parvo, sará kugajo nã pracebe?"

"Tou kázachegar. Vamozaver sarrumucarro. Desde kacabaram as férias kisto tá uma bosta kupessoal todo de volta. Nãconsigo arranjar lugar, kamerda! Ela devatár lixada comigo! Mas tamem ké keide fazer? Um gajo dá cabo do coiro a bulir e tamem tem kaproveitar um coche. Bem, ontem té o puto tavólhar pramim de lado..."

"O sacana nunca mais chega. Tou fartinha farta! A cena kele fez noutro dia pra nãir a casa da minha mãe. Como sséla lha devesse alguma coisa. Sei bem ku kugajo caria erarir pró café beber a ver o treta da bola kuzoutros igualinhozaele! Mazeu preciso de companhia. O dia todo páki fechada, sozinha, tenho ka falar kalguém. A minha mãe é kame pracebe. Ela té gostava muitadele. Dáme graça agora kamalembro disso. Tamem ele néra o bezanas kégora..."

"Chiça tékenfim! A gaja nãvai acreditar ke nãtive a beber. Também logoje kecariachegar cedo é katinha kaficar empencado na merda da segunda circular. E depoizesta treta danão conseguir lugar. Sólhar dela. E da mãe. A velha té kera fixe, mazagora parece uma bruxa. Tãcedo nãvolto a pôr lá os cotos! Tamem a filha erumabaril e gora sóssabe mandar. E mandar. É massa e maizuma e maizuma e massa. Um gajo tamem pracisa de descanso né. Nunca mais tenho descanso..."

"Ólhindontem. O gajo só presta pa ressonar. Nãprecebe kuma mulher tem necessidades. E nãssou só eu kudigo kas revistas tamem dizem . É verdade sim senhora! E a kuadrilhona do primeiro direito diz ké todazas noites. Custácrer culingrinhas do gajo dela. Mais uma razão pró meu katé encorpado. Tamem tá sempre kus copos. Sáu menos fossum cadinho romântico, comákele, o Frota..."

"Kando abrir a porta começa lógamandar vir. Já sei koméké! É sempre a mesma merda! O ké keide fazer, foi ela kema saiu na rifa. E té gosto dela."

"Té gosto dele. Kando nãbebe é tão krido, como nuzanos que madeukilo vermelho katé ficou tôood maluko depois deu a pôr. Olhó gájameter a chave à porta. Olhenfiou à primeira, né costume. Deixa-mastar aqui ketinha como se nãdesse por ele.

- Olá filha, correu-ta bem o dia?
- Assim assim e o teu, filho?
- Tamem! Ké o jantar?
- Pescadinhas kurrabo na boca!
- Tá bem, vou só pôr as chinelas, filha.
- Póssapôr no prato?
- Podes keu venho já. Donde tá o miúdo?
- Tá no karto, chama-o.
- Tá bem... olha catá dar bola.
- Vai ver pá sala keu tou o ver a novela, já talevo a comida.
- Tá bem, nãdemores katou cheio dafome!
- Cala-te mazé kaquero ouvir a novela.

" Bem, ao menos parece kanão vem bêbado, olha kagiro, será kestes vão ficar os dois juntos? Esta novela é gira!..."

"Bem, pelo menos parece kajá sesqueceu dontem, olha golo. É penalty, esta merda é penalty."